domingo, 29 de novembro de 2009

Caráter

O Aurélio diz: firmeza moral, coerência nos atos; honestidade; e num é que o danado sabe das coisas mesmo.


Há pouco tempo atrás, comecei a ler muito sobre “mentes psicopatas”, e aprendi muito sobre o comportamento de um psicopata, ou mais brandamente dizendo, sociopatas.


Fazendo um breve resumo do que ainda me lembro, até por razões óbvias, os “sociopatas” se vêem em primeiro plano de tudo, so demonstram sentimento por alguém (ou alguma coisa) quando isso lhes for útil, são capazes de manipular situações e pessoas, conquistam facilmente todas as pessoas a seu redor, mais não são capazes de manterem amizades longas, relacionamentos longos pois fazem de tudo para que não sejam descobertos. Não sentem pena, remorso ou qualquer outro sentimento.


Vale lembrar que esse “desvio” tem cura, mais pela capacidade de mentir, conduzir, enganar, quase nenhum deles conseguem ser diagnosticados, permanecendo do mesmo jeito pelo resto da vida.


Tendo em base no que eu li recentemente, com o que passei e com os fatos atuais, creio que minha suspeita foi confirmada, o que é muito triste, porém, é a vida.
Um belo dia acordei, começei a olhar de verdade, e ver que tudo aquilo que julgava “perfeito”, ou que seria pra vida toda, na verdade foi um aprendizado, um grande aprendizado eu diria. Essa historia de tentar mudar alguém até existe, desde que essa pessoa queira ser alguém de fato, o que não ocorreu.


Ninguém é perfeito, a vida é um eterno aprendizado e, sendo assim, temos que aprender em todas as situações, sejam elas boas ou ruins. Nós construímos a nossa felicidade, as pessoas podem até colaborar, mais as fundações, vem de nós mesmos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Amizade

Dizem que amigos são a família que Deus nos permitiu escolher. Tá aí uma ótima afirmação.



De fato eles são, porque, analisando bem, passamos mesmo a maior parte do tempo com eles. Posso me lembrar de vários, mas agora me recordo de uma em especial.


Lembro-me muito bem do dia que eu comecei a ter mais contato com ela, na ETE Julio de Mesquita. Lembro de ter ficado abismado quando soube da idade dela, pois achei que ela fosse muito mais nova. Ela tava sempre lá, na primeira fileira, quietinha... E esse foi o primeiro dia de uma grande amizade.


Não me esqueço também que, a partir daí, posso dizer com todas as letras que a minha vida não foi a mesma. Nos tornamos praticamente unha e carne. Posso contar nos dedos os dias que não nos falamos. Se não fosse pessoalmente, era por MSN, mensagem de texto, ligação, enfim... viramos irmãos.


Os shows do Ludov, inesquecíveis, os passeios que fazíamos, nosso TCCT corrido, as escapadas pro shopping ABC no horário de aula. Tudo vem como um filme. Não tenho vergonha de dizer que sinto muita falta de tudo e que me emociono toda vez que penso nisso.


Vivíamos sempre na correria, de nossa criatividade. Show do BEP. Mauá. Até o mesmo modelo de celular compramos no mesmo dia (o tão sonhado “Clark” que a Paula tanto amava). Realmente, fizemos muita coisa juntos. Daria um livro se eu fosse escrever aqui tudo o que vivemos. São momentos que relembro com riqueza de detalhes.


Dia 19 de dezembro de 2008. Recordo-me muito bem desse dia, infelizmente. Se eu pudesse apagar um dia do ano passado da minha mente, seria com certeza esse. E nem quero escrever muito sobre ele. Me sinto mal.


Sei que em alguns momentos eu fui um péssimo amigo. Posso ter deixado ela na mão algumas vezes, ou sei lá, faltado com algo. Nada explica a dor que eu sinto toda vez que eu me lembro dela, dos nossos momentos. Dói ainda mais não poder sequer falar, nem saber como está, nem ter mais nenhum contato.


Voltar no tempo não podemos. Corrigir erros talvez. A oportunidade de tê-la ao meu lado novamente é o meu maior desejo. Nunca senti tanta falta de alguém assim.


Digo de coração que a amo, minha irmã. Me dói muito que não estejamos mais presentes um na vida do outro. Gostaria demais de estar novamente em seus dias, seus momentos.