Dizem que amigos são a família que Deus nos permitiu escolher. Tá aí uma ótima afirmação.
De fato eles são, porque, analisando bem, passamos mesmo a maior parte do tempo com eles. Posso me lembrar de vários, mas agora me recordo de uma em especial.
Lembro-me muito bem do dia que eu comecei a ter mais contato com ela, na ETE Julio de Mesquita. Lembro de ter ficado abismado quando soube da idade dela, pois achei que ela fosse muito mais nova. Ela tava sempre lá, na primeira fileira, quietinha... E esse foi o primeiro dia de uma grande amizade.
Não me esqueço também que, a partir daí, posso dizer com todas as letras que a minha vida não foi a mesma. Nos tornamos praticamente unha e carne. Posso contar nos dedos os dias que não nos falamos. Se não fosse pessoalmente, era por MSN, mensagem de texto, ligação, enfim... viramos irmãos.
Os shows do Ludov, inesquecíveis, os passeios que fazíamos, nosso TCCT corrido, as escapadas pro shopping ABC no horário de aula. Tudo vem como um filme. Não tenho vergonha de dizer que sinto muita falta de tudo e que me emociono toda vez que penso nisso.
Vivíamos sempre na correria, de nossa criatividade. Show do BEP. Mauá. Até o mesmo modelo de celular compramos no mesmo dia (o tão sonhado “Clark” que a Paula tanto amava). Realmente, fizemos muita coisa juntos. Daria um livro se eu fosse escrever aqui tudo o que vivemos. São momentos que relembro com riqueza de detalhes.
Dia 19 de dezembro de 2008. Recordo-me muito bem desse dia, infelizmente. Se eu pudesse apagar um dia do ano passado da minha mente, seria com certeza esse. E nem quero escrever muito sobre ele. Me sinto mal.
Sei que em alguns momentos eu fui um péssimo amigo. Posso ter deixado ela na mão algumas vezes, ou sei lá, faltado com algo. Nada explica a dor que eu sinto toda vez que eu me lembro dela, dos nossos momentos. Dói ainda mais não poder sequer falar, nem saber como está, nem ter mais nenhum contato.
Voltar no tempo não podemos. Corrigir erros talvez. A oportunidade de tê-la ao meu lado novamente é o meu maior desejo. Nunca senti tanta falta de alguém assim.
Digo de coração que a amo, minha irmã. Me dói muito que não estejamos mais presentes um na vida do outro. Gostaria demais de estar novamente em seus dias, seus momentos.
domingo, 1 de novembro de 2009
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A vida é dura, mas tudo dará certo no final.
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